Suplemento alimentar para idosos: 9 tipos e como usar
Com o avanço da idade, o organismo passa por mudanças que afetam diretamente a nutrição: o apetite costuma diminuir, a absorção de alguns nutrientes fica mais difícil e a perda natural de massa muscular e óssea se torna mais evidente. Por isso, em muitos casos, o médico ou o nutricionista pode recomendar o uso de suplementos alimentares para idosos, como forma de complementar a alimentação e ajudar a prevenir carências nutricionais comuns nessa fase da vida.
É importante destacar que nenhum suplemento deve ser usado por conta própria. O ideal é que a pessoa idosa, ou o cuidador responsável, converse com um médico geriatra ou nutricionista antes de iniciar qualquer suplementação, já que o uso inadequado pode interferir em medicamentos de uso contínuo ou até mascarar outros problemas de saúde. A seguir, veja 9 tipos de suplementos que costumam ser indicados para idosos e como eles costumam ser utilizados.
1. Whey Protein
O whey protein é uma proteína extraída do soro do leite, rica em aminoácidos essenciais para a manutenção e recuperação da massa muscular. Com o envelhecimento, é comum que ocorra a sarcopenia, isto é, a perda progressiva de força e massa muscular, o que aumenta o risco de quedas e perda de independência. Por isso, esse suplemento costuma ser indicado para idosos que têm dificuldade em consumir proteína suficiente apenas pela alimentação, especialmente aqueles com pouco apetite ou que praticam exercícios de fortalecimento muscular.
Geralmente, o whey protein é consumido em forma de shake, misturado com água, leite ou vitaminas de frutas, sendo importante seguir a quantidade orientada pelo nutricionista, que costuma variar de acordo com o peso, o nível de atividade física e a função renal da pessoa idosa.
2. Creatina
A creatina é uma substância naturalmente produzida pelo corpo e também encontrada em alimentos como carnes vermelhas e peixes, sendo fundamental para a produção de energia muscular. Em idosos, a suplementação de creatina, aliada à prática de exercícios físicos, pode ajudar a aumentar a força e a massa muscular, além de contribuir para a manutenção do equilíbrio e da disposição no dia a dia.
Alguns estudos também têm relacionado o uso de creatina a possíveis benefícios para a memória e o raciocínio em pessoas mais velhas, mas a suplementação sempre deve ser orientada por um profissional de saúde, que vai indicar a dose adequada e verificar se não há contraindicações, como problemas renais.
3. Vitamina B12
A vitamina B12 é essencial para o funcionamento do sistema nervoso e para a formação de glóbulos vermelhos no sangue. Com o passar dos anos, a capacidade do estômago de absorver essa vitamina a partir dos alimentos costuma diminuir, o que torna os idosos mais propensos a apresentar deficiência, mesmo quando a alimentação é equilibrada.
A falta de vitamina B12 pode causar sintomas como fraqueza, formigamento nas mãos e pés, perda de memória e alterações de humor. Por isso, é comum que o médico solicite exames de sangue periódicos para avaliar os níveis dessa vitamina em idosos e, se necessário, indique a suplementação em comprimidos, sublingual ou até injetável, dependendo do grau da deficiência.
4. Vitamina D
A vitamina D tem papel fundamental na absorção de cálcio e na manutenção da saúde dos ossos, além de estar relacionada ao equilíbrio muscular e à imunidade. Como grande parte dessa vitamina é produzida pela pele em contato com o sol, idosos que saem pouco de casa ou têm exposição solar limitada apresentam maior risco de deficiência.
Níveis baixos de vitamina D estão associados a maior fragilidade óssea, o que aumenta o risco de fraturas em caso de quedas. Por isso, além de estimular uma exposição solar segura e a inclusão de alimentos como peixes gordos e ovos na dieta, o médico pode recomendar a suplementação em gotas ou cápsulas, principalmente durante os meses de menor luminosidade.
5. Ácido fólico
O ácido fólico, também chamado de vitamina B9, participa da formação de células sanguíneas e do bom funcionamento do sistema nervoso. A deficiência desse nutriente pode contribuir para o desenvolvimento de anemia e está relacionada a alterações cognitivas, como dificuldade de concentração e perda de memória.
Idosos que têm uma alimentação pouco variada, com baixo consumo de vegetais folhosos verde-escuros, legumes e frutas, podem se beneficiar da suplementação de ácido fólico, sempre orientada por um profissional, já que o excesso dessa vitamina pode mascarar uma deficiência de vitamina B12, dificultando o diagnóstico correto.
6. Coenzima Q10
A coenzima Q10 é uma substância produzida naturalmente pelo corpo e que participa da produção de energia nas células, sendo especialmente importante para o funcionamento do coração e dos músculos. A produção natural dessa coenzima tende a diminuir com a idade, e também pode ser reduzida pelo uso contínuo de alguns medicamentos, como os usados para controlar o colesterol.
Por isso, a suplementação de coenzima Q10 pode ser indicada para idosos com maior cansaço, fadiga muscular ou que fazem uso de estatinas, com o objetivo de ajudar a repor os níveis dessa substância e contribuir para a disposição e a saúde cardiovascular, sempre sob acompanhamento médico.
7. Fibras prebióticas
As fibras prebióticas ajudam a alimentar as bactérias benéficas do intestino, contribuindo para o equilíbrio da microbiota intestinal e para o bom funcionamento do trânsito intestinal. A prisão de ventre é uma queixa comum entre os idosos, muitas vezes relacionada à menor ingestão de água, à redução da atividade física e ao uso de determinados medicamentos.
Além de incentivar o consumo de alimentos naturalmente ricos em fibras, como frutas, verduras e cereais integrais, o nutricionista pode indicar a suplementação de fibras prebióticas em pó ou cápsulas para idosos que têm dificuldade em atingir a quantidade recomendada apenas com a alimentação, sempre associada à ingestão adequada de líquidos.
8. Ferro
O ferro é um mineral essencial para o transporte de oxigênio no sangue, e sua deficiência pode levar à anemia, causando sintomas como cansaço excessivo, palidez, falta de ar e dificuldade de concentração, sinais que muitas vezes são confundidos com o próprio envelhecimento.
Em idosos, a anemia por deficiência de ferro pode estar relacionada a uma alimentação pobre nesse mineral, mas também a outras causas que precisam ser investigadas, como sangramentos no aparelho digestivo. Por isso, a suplementação de ferro nunca deve ser feita sem orientação médica e exames prévios, já que o uso desnecessário pode causar efeitos colaterais, como prisão de ventre e desconforto abdominal.
9. Cálcio
O cálcio é o principal mineral responsável pela formação e manutenção da estrutura óssea, sendo fundamental para prevenir a osteoporose, uma condição comum em idosos que deixa os ossos mais frágeis e propensos a fraturas. Com o envelhecimento, a absorção de cálcio pelo intestino tende a diminuir, o que aumenta a necessidade desse mineral.
Sempre que possível, é recomendado priorizar fontes alimentares de cálcio, como leite e derivados, vegetais verde-escuros e sardinha, mas quando a alimentação não é suficiente, o médico pode indicar a suplementação, geralmente associada à vitamina D, para melhorar a absorção do mineral e fortalecer os ossos.
De forma geral, os suplementos alimentares podem ser grandes aliados da saúde na terceira idade, mas seu uso deve ser sempre individualizado. Cada pessoa idosa tem necessidades diferentes, de acordo com sua alimentação, seu estado de saúde e os medicamentos que já utiliza, por isso a avaliação de um médico ou nutricionista é essencial antes de iniciar qualquer suplementação.
